Depoimentos

Depoimento – Luíza Zacouteguy Bueno

Oi, gente! Sei que ando BEM sumida, mas prometo melhorar isso. Postarei mais coisas por esses dias para ajudá-los na motivação e na trajetória dos concursos. Hoje trouxe o depoimento da minha amiga Luíza Bueno (colega de profissão e de concurso), que está cheio de amor e determinação. Espero que gostem. 🙂

Olá, pessoal! A pedido da minha querida colega (e amiga!) Natália, vou dividir com vocês minha trajetória pelo mundo das aprovações (reprovações também – e foram várias!) em concursos, etapa tão enriquecedora da minha vida.

Após a aprovação, sinto a necessidade de relatar minha trajetória, principalmente para ajudar aqueles que trabalham o dia inteiro e querem conciliar com os estudos para concurso. Para essas pessoas, eu digo: não desistam! Por diversas vezes, pensei em desistir em razão do cansaço. E meu caminho até a aprovação teria sido mais “leve” se essa hipótese não tivesse passado pela minha cabeça. Portanto, é essencial acreditar em si e jamais pensar em desistir!

Após longos dias de trabalho, reunir forças para cumprir a meta do dia era tarefa difícil. Mas uma coisa é certa: o gostinho da vitória, após tantas dificuldades, é recompensador!

Comecei minha caminhada em 2011, ano da minha formatura em Direito, com 21 anos. Logo que saí da faculdade, comecei a estudar para concurso (o ideal é que tivesse começado durante a faculdade, pois sinto que “perdi tempo”). Passei 1 ano exclusivamente estudando (fazia cursos EAD e muitas questões objetivas), em casa, e conquistei minha aprovação como Analista do TJRS, em 2º lugar, após muita dedicação e persistência. Nessa época, meu horário de estudos era “maluco” (estudava o dia inteiro, sem descanso praticamente – manhã, tarde e noite). Hoje não recomendo que ninguém faça isso, pois precisamos de descanso, um pouco de lazer, boa alimentação e exercício físico (olhando pra trás, vejo que meu caminho de concurseira teria sido mais tranquilo se eu tivesse praticado exercícios físicos e descansado!). E, em razão dessa rotina louca, a primeira coisa que acontecia comigo após a prova era ficar doente. Portanto, mantenha a sua saúde em dia. Vejo os estudos como uma batalha, por isso é importante estarmos fortes física e emocionalmente.

Enfim, no dia 10/07/2013, tomei posse como Analista Judiciária no TJRS. Passados alguns meses da posse, senti a necessidade de progredir profissionalmente, apesar de ser muito grata a tudo de bom que esse concurso me trouxe: colegas maravilhosos, muito aprendizado e um marido que me incentiva muito – passamos no mesmo concurso e nos conhecemos em razão dele. Aqui entra uma dica valiosa: gratidão por tudo que já conquistamos e enfrentamos.

Nesse meio tempo, não sabia exatamente qual carreira eu gostaria de seguir, então, prestei concurso novamente para Analista, desta vez do TRF4. Fui aprovada, mas não com classificação favorável para nomeação (fiquei triste e desmotivada? Sim!! Mas escolhi não desistir e, após essa desilusão, decidi continuar minha caminhada). Percebi, então, que chegava o momento em que deveria tomar uma decisão: começar a estudar para concursos “maiores”. E foi então que decidi me dedicar ao estudo para Advocacia Pública. Iniciei pela PGE/RS. Fui aprovada na 1ª fase, em janeiro de 2015. Infelizmente, me preparei de forma errada (não criei uma estratégia de aprovação e estudei de forma desorganizada), e reprovei na 2ª etapa (março de 2015). A reprovação serviu de incentivo (transforme o limão numa limonada!) para que começasse a estudar logo para o concurso de Advogado da União, cujo edital seria publicado em breve. Naquela época, pensava que a reprovação era o mais provável a acontecer (apesar de querer muito a aprovação!), pois tinha pouco tempo diário disponível para os estudos (nunca consegui ler uma doutrina do início ao fim!). Sempre duvidei da minha capacidade (não duvide da sua! Confiança torna o caminho mais leve). Provei a mim mesma que eu estava errada. Ainda bem!

Para estudar para a primeira etapa, tirei férias do trabalho (como fiz em todas as etapas que estavam por vir. Para quem trabalha, as férias são um bom momento para colocar os estudos em dia). Nesse período, me dediquei ao estudo de informativos (Dizer o Direito!), à resolução de questões e ao estudo das matérias mais afetas à Fazenda Pública. Em novembro de 2015, meu nome estava na convocação para a 2ª etapa: eu teria uma nova chance de aprovação após a derrota na PGE/RS. Fiquei emocionada e, ao mesmo tempo, “perdida”. Montei um “plano de guerra” que incluía doutrina, jurisprudência e questões discursivas. Foquei nas matérias principais e nas que sabia menos. A palavra-chave é ORGANIZAÇÃO.

Novamente, tirei férias para estudar, pois a 2ª etapa aconteceria no início de janeiro. Ocorre que a 2ª etapa foi anulada e tivemos que realizar novamente aquela prova extenuante de 15 horas (imprevistos acontecem nos concursos! Temos que estar preparados!). Prestei a nova 2ª fase em 30/04 e 01/05. Naquele momento, eu não estava muito confiante. Tive pouco tempo de férias para me dedicar exclusivamente ao concurso. Até o dia 06/06 (dia do resultado da 2ª fase), eu tinha muitas dúvidas se tinha passado e isso atrapalhou meus estudos (outra dica: entre uma fase e outra, mentalize sempre que você passou para a próxima). Com 1 mês até a prova oral, tive que conciliar trabalho e estudo para a última e aterrorizante etapa! Era minha primeira prova oral e tinha muito medo de, após tanto esforço e privação, não conseguir minha tão esperada aprovação. O que fiz nessa última etapa: li meus resumos (elaborados durante a preparação para a 2ª fase com doutrina e jurisprudência), informativos 2014, 2015 e 2016, muito treino de questões orais (em casa e por Skype com uma amiga) e tudo o mais que eu consegui encaixar. Paralelamente ao meu estudo individual, fiz curso de oratória (muito bom pra pessoas tímidas como eu). Confesso que, nos momentos anteriores à prova, eu estava nervosa, mas minha vontade de colocar em prática tudo o que eu tinha aprendido no mês anterior foi maior que o meu medo. E a verdade é que sempre imaginamos algo muito pior. Durante toda a minha vida de estudante, eu sempre dizia que jamais faria um concurso que tivesse prova oral, tamanha era a minha timidez. Escolhi enfrentar o medo e foi a melhor decisão!

No dia 18/07/2016, o resultado da prova oral da AGU foi publicado e eu estava aprovada. Após tantas dificuldades, meu sonho profissional se realizou. A trajetória não foi fácil, mas recompensadora.

A dica final é clichê, mas válida: acredite em você! Se cair, levante! Faça das dificuldades e das reprovações o combustível para a aprovação. Se você tem apenas 15 minutos após o almoço para estudar, faça esses minutos valerem a pena. Se você tem 8 horas diárias para estudar, faça essas horas valerem a pena. Por mais difícil que seja a sua vida de concurseiro e por menos tempo que você tenha, se você está estudando com dedicação, a aprovação vai chegar! Até lá, não se compare com os concorrentes e tente tornar o caminho mais leve e emocionalmente enriquecedor.

Um beijo!

Luíza

3 comentários em “Depoimento – Luíza Zacouteguy Bueno

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