Depoimentos · Dicas de estudos · Para inspiração

Uma história de superação: Ticiano Rodrigues.

Em dezembro de 2006, 10 anos atrás, um fato marcou a vida de um jovem de 15/16 anos. Ticiano gostava de jogava de jogar bola, soltar pipa, jogar pião etc., e passar o dia na rua com os amigos, se divertindo com aquelas brincadeiras que hoje não mais se vê por aí. No entanto, Ticiano não gostava de estudar. Aliás, ainda não havia descoberto o prazer que o ensino poderia lhe proporcionar, em razão da eufórica e incontrolável necessidade de se sentir livre, o que é comum para os jovens dessa idade.
Por falar em liberdade, Ticiano ainda não tinha noção que uma das principais maneiras de se assegurar a cobiçada liberdade é o ensino, a sede de conhecimento e a abertura a novas culturas.
Voltando ao referido fato marcante de dezembro 2006… Ticiano estudava em uma escola pública do Distrito Federal quando, no 2º ano do ensino médio, reprovou de ano. (Obs.: lembra aquela que ficou nacionalmente famosa por um professor ter cobrado uma questão de prova sobre a “a grande pensadora contemporânea Valesca Popuzada”? Então, foi lá mesmo!)
A partir desse dia, Ticiano teve que conviver com as amargas companhias da descrença e do sentimento de inferioridade…
Após mudar algumas vezes de cidade, Ticiano descobriu a competitividade do ensino privado. E isso foi o estopim para o surgimento de uma meta: provar para si mesmo que poderia alcançar qualquer objetivo.
Apesar de nunca ter acreditado na sua capacidade de passar em qualquer coisa que envolvesse “o uso da cabeça”, Ticiano lembrou que o pior já havia acontecido (a reprovação numa escola pública), então, tudo que acontecesse seria lucro.
Contrariando as expectativas de todos, incluindo as dele mesmo, Ticiano passou no vestibular numa universidade pública (Federal de Rondônia) para Ciências Contábeis. Entretanto, por conta do complexo de inferioridade que sentia, Ticiano não deu o devido valor para essa conquista, pois pensou: “Se eu consegui, não tem validade nenhuma, porque qualquer um poderia ter passado também”.
Por causa de um nova mudança de cidade, Ticiano não pôde cursar Ciências Contábeis.
Ao chegar em sua nova cidade, após o encerramento de todos os vestibulares locais, Ticiano se viu sem forças para estudar para o vestibular da universidade federal do ano seguinte, o que o levou a fazer o de uma instituição privada para o curso de Direito (a escolha foi por exclusão, frise-se). Durante a primeira metade do curso, Ticiano se deparou com diversos obstáculos, todos criados por ele mesmo: achar que não se daria bem na área; insegurança quanto ao mercado de trabalho; se conseguiria concluir o curso; a vontade de mudar para outra graduação (principalmente após os primeiros resultados negativos nos concursos de estágio) etc.
Ultrapassada essa fase inicial, Ticiano retomou aquela sua meta criada após o fatídico dezembro de 2006: mostrar para si mesmo que poderia atingir qualquer objetivo. E assim o fez!
Ticiano passou a estudar incontrolavelmente, devorando livros, apostilas, leis etc. Na primeiras leituras: não entendia nada; nas segundas: entendia um pouco; das terceiras em diante: passava a compreender um pouco das matérias. Em síntese, Ticiano deixou de ser medíocre…
Com essa sede de conhecimento que surgiu com a “queda de 2006”, Ticiano descobriu que possuía diversas limitações em relação aos seus colegas. Porém, na mesma medida, conheceu o seu único diferencial: resiliência.
Ticiano tinha uma capacidade assustadora de se recompor diante das derrotas, tomando-as sempre como aprendizado, o que o levou a estudar cada dia mais.
Com essa blindagem, Ticiano foi escolhido para ser o orador da formatura da sua turma em agosto de 2014, fato este que, até a presente data, é motivo de especial gratidão aos colegas da época.
Em continuidade, Ticiano passou a ser visto por todos como um cara de “rara inteligência”, “gênio”, “nerd” e outras coisas do gênero. No entanto, ele guardava consigo o que realmente o movia e engolia (à seco) todos esses adjetivos, por saber que não havia espaço para nenhum deles na sua história. Após a formatura, Ticiano já sabia o caminho que seguiria: concursos da advocacia pública.
Devidamente equipado com as suas principais armas (resiliência, esperança e disposição!), Ticiano resolveu que teria que sair da sua zona de conforto para poder atingir o seu objetivo. Assim, decidiu se mudar mais uma vez de cidade com a única e exclusiva finalidade de estudar!
No meio do caminho, foram muitas experiências. Ticiano estragou relacionamento porque não conseguiu controlar a sua obstinação pela vitória. Ticiano cometeu diversos erros. Além disso, Ticiano reprovou em inúmeros concursos, sendo que alguns deles causaram decepções enormes que quase fizeram surgir novamente o sentimento de que nunca conseguiria nenhum êxito se a vitória dependesse do uso do seu limitado cérebro. Mas Ticiano resistiu!
Hoje, aos 26 anos, Ticiano está aprovado no número de vagas para ingressar numa das instituições de maior destaque do País: Advocacia-Geral da União. Isso tudo após passar num concurso com mais de 23 mil inscritos de todos os estados e do DF e recheado de turbulências.
E o mais engraçado de tudo isso é que o Ticiano pensa constantemente quando algum amigo pergunta sobre a sua trajetória nos concursos: “Se eu passei, qualquer um, se realmente quiser, passará”. Por tudo isso, Ticiano alimenta o sonho de poder compartilhar com as pessoas o pouco conhecimento que tem, por acreditar de verdade que o ensino pode transformar vidas. Ah, ele também tirou uma lição disso tudo: pense duas vezes antes de falar que está muito distante de um sonho ou que nunca o atingirá.
Ticiano Marcel de Andrade Rodrigues: reprovado no 2º ano do ensino médio numa escola pública em dezembro de 2006 e aprovado para Advogado da União em dezembro de 2016.

12 comentários em “Uma história de superação: Ticiano Rodrigues.

  1. Bom … adoro seu site!!! Sem dúvidas um dos que acesso sempre. A história também é bacana, porém contada na 3ª pessoa não me caiu bem e o nome Ticiano repetitido diversos vezes deixou o texto cansativo.

    Curtir

    1. Esse tipo de comentário não ajuda em nada, tão somente para fazer com que as pessoas aprovadas deixem de escrever seus depoimentos. Dessa forma, guarde-o para você e preocupe-se com a bela história por trás texto, o que, sem dúvidas nenhuma, sobressai diante do seu comentário infeliz.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s