Depoimentos · Para inspiração

Depoimento: Marcella Castro

Hoje o relato da aprovação vai ser contado pela minha Amiga Marcella. Obrigada pela contribuição, Ma! 

Oi, gente!!! Meu nome é Marcella e fui convidada pela minha amiga Nat para contar um pouco sobre a minha história de concurseira até a posse como Advogada da União. Bom, durante a maior parte da faculdade de direito, meus estudos não eram direcionados para concursos, porque eu tinha um foco diferente, era bolsista de núcleo de pesquisa e participava do movimento estudantil. Mas o sonho de ingressar no serviço público sempre morou em mim, talvez porque meu pais sejam servidores públicos e eu sempre os tenha enxergado como profissionais exemplares. Assim, com a iminência da formatura, decidi adiar um pouco os planos acadêmicos. Como minhas experiências de estágio se deram no MPT e no MPF, quando publicados os editais do concurso público para servidores do MPU e do MPE-MA, em 2013, meu último ano na UFMA, o que eu mais almejava naquele momento era ser aprovada nesses que considerava “concursos-trampolim”, os quais me possibilitariam estudar para as carreiras jurídicas. Hoje não entendo mais dessa forma, afinal, todas as funções públicas são importantes para o funcionamento do Estado e acredito que devemos perseguir, desde o início, nosso real objetivo, se isso for possível do ponto de vista financeiro, por exemplo. Pois bem, naquele ano conquistei a aprovação nos cargos de técnico ministerial do MPE-MA e Analista do MPU/Direito. Quatro meses depois de graduada, saí de casa para morar no interior do Maranhão, onde ocupei o cargo técnico no Ministério Público do Estado por…um mês. Isso mesmo. Pedir exoneração de um cargo público efetivo depois de tão pouco tempo não foi fácil. Muitos me julgaram como uma pessoa frágil e que desiste diante de qualquer desafio. Mas não desistir era exatamente o que eu estava fazendo. Além de não me identificar com os temas com que trabalhava (direto penal e processual penal), conclui que a jornada de trabalho somada ao tempo de deslocamento para a minha cidade diminuiria consideravelmente minhas horas de estudo e dificultaria a realização do meu sonho. Então decidi esperar a nomeação no MPU, que acabou demorando um pouquinho pra acontecer. No começo do ano de 2015, depois de “levar bomba” no concurso da PGE-PI (julho – 2014) e “bater na trave” na PGE-RN (dezembro – 2014), percebi que me faltavam organização e estratégia de estudo. Apesar de ter uma certa base, porque sempre gostei de estudar por livros, eu não tinha a “manha” de concurseira. Depois de ler inúmeros relatos, dicas, orientações de professores e aprovados, passei a dissecar a letra da lei, o que eu não tinha costume de fazer; resolver muito mais questões; repetir as questões erradas depois de um certo período de tempo e adotar um cronograma de revisões. Eu revisava o conteúdo estudado pelos grifos depois de 48 horas, uma semana e um mês. Vencida a revisão mensal, liberava o tempo para avançar na matéria. Claro que quando saiu o edital da AGU (julho de 2015), passei a priorizar a leitura dos pontos que ainda não havia estudado. Mas continuei mantendo, embora com menos frequência, o sistema de revisões periódicas e posso dizer que isso melhorou muito a absorção dos temas. Estudei por livro, caderno e sinopse, sem preconceito. Li a maior quantidade de informativos de jurisprudência possíveis, por matéria, dos novos para os antigos. Calculei o percentual que me faltava para chegar à nota de corte e o fundamento dos erros e foquei neles na etapa final. Assim, consegui cumprir a meta de vencer a primeira fase. Logo depois de ser aprovada na primeira fase da AGU e da PFN, tomei posse no cargo de analista do MPU, com que tanto havia sonhado, mas que significava voltar a trabalhar 7 horas por dia e sem direito a férias, já que ainda precisaria completar o período aquisitivo. Como imaginei, depois de tomar posse, estudar para as fases seguintes da AGU e da PFN foi desafiador para mim, por conta da readaptação e reorganização imediata por que tive que passar. No final deu tudo certo e também obtive aprovação na PGM São Luís, o que só comprova a tese de que direcionar os estudos para uma área específica é de extrema importância. Na fase subjetiva, me concentrei nos estudos daquilo que não iria ter acesso durante a prova, ou seja, teses jurisprudenciais e conceitos doutrinários, além do treino de questões subjetivas e peças, que eram corrigidas por um professor. Na fase oral, depois de fazer curso preparatório, treinei pessoalmente (não só por skype) com os colegas todos os dias até o certame. Como podem perceber, as receitas dos aprovados são bastante parecidas. Isto porque não existe segredo. Existe o caminho que a gente escolhe e se mantém. Acho que posso dizer que escolhi, mas também que fui escolhida pela Advocacia Pública. Depois de ter trabalhado em vários ramos do Ministério Público, comecei a estudar para a Advocacia Pública porque não demandava prática jurídica após a graduação, o que eu ainda não tinha, mas acabei me apaixonando pelas matérias e estou me encontrando na AGU, que vive um momento de fortalecimento institucional, com o qual a sociedade brasileira só tem a ganhar. Sobre as noites de sono perdidas, os feriados que passei estudando, as viagens e programas que perdi, como uma vez ouvi de um professor e sempre quis repetir: nenhum arrependimento houve. Acho que é isso. E a mensagem mais importante que quero deixar, em resumo, é: não desistam de vocês e das escolhas de vida que fizerem. Muitas vezes os nossos sonhos mudam. Mas se um sonho permanece na gente, é motivo suficiente para continuar. Bons estudos!

3 comentários em “Depoimento: Marcella Castro

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