Depoimentos · Dicas de estudos

Depoimento: Milla Paixão – aprovada na PGM Campinas, PGE AM, PGE MT e PGE MA.

Nada melhor que começar o fim de semana com um depoimento inspirador como esse! Milla arrasou nas suas aprovações! Parabéns! Segue o relato:
Pra começar, eu era uma boa aluna na faculdade, mas estudei em federal, ou seja, algumas matérias foram “faz de conta”, algumas eu estudei só, e outras eu reneguei porque eram “menos importantes” 😬. Então, minha formação é meio mista, mas considero que fiz uma boa base lá. Além disso, em 2014 passei a acompanhar instagrans de concursos, blogs de concursos, procurei pegar dicas, era curiosa, ia atrás…
Então, quando comecei a estudar focada em concurso, já tinha um pouco de noção de o quê e como estudar. Isso ajudou muito a não perder tempo estudando errado e foi essencial pra “passar rápido”.
Meu estudo pra concurso começou em 2015 (9º período) pra analista. Sempre estudei com prova marcada, pós edital, o que influenciou muito no jeito que estudo: rápido, pulando algumas coisas, sem método pra revisão porque simplesmente não dava tempo (mas claro que o ideal é revisar sempre!). Aqui vou contar minha experiência, que foi falha em alguns pontos, mas Deus fez dar tudo certo no final. Mas bom mesmo é estudar com um bom método, revisando, tendo dia certo pra fazer questão, ler jurisprudência, etc. É isso que a maioria dos coachs vende: organização e método. Nunca fiz Coaching desse tipo, claro que deve ser ótimo e deve ajudar, mas é perfeitamente possível estudar bem sozinho, basta querer.
Se Deus quiser vou conseguir ser mais organizada no meu estudo pro MPF, que vai ser de longo prazo 🙏🏻

Primeira fase:

Desde que comecei, sempre fui muito bem em objetivas, com pontuação acima de 80% da prova. Se fosse apenas objetiva tinha passado em todos 😂😂. Mas me eliminei na discursiva do CNMP, perdi posições no TCE-CE com a prova subjetiva (passei, mas fora das vagas e sem perspectiva de ser nomeada, em 31º). No TJ-PI, que não teve discursiva, eu passei em 3º lugar 🙏🏻. A prova foi no final de 2015, 10º período do curso.
No começo de 2016 eu me formei, e quando saiu o edital da PGM-Campinas, decidi: vou fazer procuradorias no meu primeiro ano de formada, e passando ou não, em 2017 começo a estudar pro MPF!
Porque eu decidi fazer esse concurso meio? Porque o MPF mudou o regulamento e agora os 3 anos de prática são comprovados na data da inscrição definitiva. Eu não queria ficar tanto tempo sem fazer prova (amo fazer prova, adoro a pressão, me sinto muito mais motivada a estudar com sangue nos zói). Então foquei numa carreira muito boa que não exige prática e cujo estudo ia agregar valor na minha preparação.
Começando pelo clichê que TODO mundo tá cansado de saber: lei seca! Sempre tive muita facilidade com ela. Na verdade, comecei estudando só lendo lei para as provas de estágio, que eu tinha tipo 1 semana pra aprender civil, processo civil, penal, processo penal, const. e adm. e só tinha visto matéria propedêutica na faculdade 😂 . Incorporei a leitura de lei desde cedo e levei comigo tanto no estudo para as matérias de faculdade como para os concursos futuros. Com o tempo, criei o hábito de ler lei seca de forma rápida e por longos períodos de tempo.

O estudo de doutrina – que é essencial também, ninguém passa sem ler livro – era sempre com o vade do lado, que eu enchia de post it com esquemas, jurisprudência, questões doutrinárias, etc.
Associado com isso eu fazia questões também, mas sem regra: nunca fui organizada do tipo “questões 1 semana depois de ver o assunto, todo dia”. Não. Até porque eu sempre estudava com a corda do pescoço e o prazo chegando perto 😅😅. O que eu geralmente fazia era separar a penúltima semana pra fazer só questões, envolvendo todos os assuntos. O filtro no qconcursos era: civil e processo civil, nível superior, FCC. Isso num dia. No outro: constitucional e adm. Depois penal e processo penal. Assim por diante.
E na última semana da prova era a operação revisão (sim, só na última semana): Segunda: ler toda a constituição e as leis administrativas. Terca: ler o CPC (esse dia era tenso)… E assim fazia até o dia de viajar, sempre no sábado. Claro que pulava muita coisa, nessa semana, mas tentava ver o máximo possível.
Na PGM-Campinas, como já tinha estudado recentemente pra analista, tava com as 6 matérias básicas meio frescas na cabeça, e faltavam 8 semanas até a prova, então o que fiz: revisei as que eu estava fraca. Primeiro li um livro de NCPC e li todo o código. Depois li o Ricardo Alexandre em Tributário. Em seguida li o livro de Trabalho e Processo do Trabalho pra técnico do TRT do Henrique Correia e Elisson Miessa (pequeno e objetivo) e depois fui revisar aquilo que eu achava mais importante nas outras matérias, por exemplo, controle de constitucionalidade, intervenção do estado na propriedade, responsabilidade do estado, etc. Tirei um dia pra urbanístico (li as leis e descolei na internet o livro da juspodivm mega antigo e desatualizado, e tentei ler o máximo possível) e dois dias pra ambiental (baixei a sinopse da juspodivm e li alguns capítulos e li as leis também). Civil, penal e processo penal nem peguei, fui com os conhecimentos acumulados. Resultado: 83/100 e 10º lugar na objetiva
Segunda fase: Já sabia de cara que tinha passado pra discursiva, e aí bateu o medo. Primeiro porque no meu 1º concurso só não passei por causa da discursiva, então peguei trauma. E olha que era só 1 questão, imagina agora, 1 peça e 4 questões, e nível de procuradoria 😓
Contratei o @coachingpge, que na verdade é um curso que toda semana envia um simulado, igual a prova. Recebi a 1ª rodada e fiquei em pânico. Era uma peça trabalhista e eu não sabia nada disso, era bem fraca em trabalho e proc. do trabalho, ficava pilhada com a estrutura da peça, as questões eram alto nível…
Mas tentei fazer, mesmo que tenha tido que pesquisar pra responder algumas coisas nas primeiras rodadas, pra não deixar em branco.
Nas rodadas seguintes desapeguei com forma, perdi o medo de peça (descobri que no fundo é tudo igual, e estrutura formal é o de menos, o mais importante é o conteúdo), e as questões que eu não sabia tentava desenrolar, pra realmente simular o dia da prova.
Aprendi muito com os espelhos do curso (eram gigantes, tinham umas 80 páginas cada) e li resumos dos assuntos mais importantes.
De livros específicos, eu li: Fazenda Pública em Juízo, Impostos Municipais, Direito Urbanistico (deixei de ser pirangueira ✊🏻 e comprei o livro novo e atualizado  e li todinho na 2ª fase) e Trabalho e processo do Trabalho aplicado à Fazenda Pública. E aprofundei alguns assuntos mais relevantes de ambiental, matéria que eu era super fraca, no livro do Frederico Amado (Direito Ambiental Esquematizado). Deu certo.
Depois da PGM-Campinas, eu fiz mais 4 procuradorias, mas como sempre estava focada em alguma 2ª fase, parei de estudar pra prova objetiva (tirava no máximo 1 semana antes da prova pra ver algo específico) e meu estudo consistia basicamente em: aprofundar em livros quando necessário e revisar os resumos.
Durante todo o ano de 2016 não peguei em livro de doutrina básica (Lenza, Mateus carvalho, tartuce, etc.). Estudei só pelos resumos que eu tinha feito na faculdade ou que Coachingpge mandava. Depois descobri os resumos do @ppconcursos e aí que não peguei em livro mesmo 😂. Mas, como eu já até disse: doutrina é essencial. Só que eu já tinha lido, tinha base e tava com pouco tempo, logo, me passei nos resumos mesmo.
Na minha 2ª prova discursiva (MT) eu li de livro específico Licitações e Contratos do Rafael Oliveira (ótimo!) e impostos estaduais da juspodivm, e mais alguns resumos do PP, e fiz também o curso de peças do Coachingpge de novo.
A preparação pra PGE-MA foi do mesmo jeito, mais resumos, e mais rodadas do curso.
O importante dessas 2 PGEs era controlar tempo, já que eram só 4 hrs pra peça + 4 questões, então eu não perdia tempo, não fazia rascunho, começava pela peça, esboçava algo bem básico só pra me guiar e já ia pro definitivo. As questões eu lia e já respondia, sem esboçar nada. Graças a Deus sempre consegui terminar todas as minhas provas. E perdi o medo de discursiva. Eu via muita gente reprovando e empacando nessa fase e tinha um trauma ainda do meu primeiro concurso. No fim, passei em todas as 2ª fases que fiz, graças a Deus 🙏🏻
Prova Oral
Campinas não teve prova oral, só MT e MA. É a fase mais tensa, porque você tá com a mão no prêmio, tão perto, mas tudo pode acontecer: se eliminar, descer muitas posições, etc., e concurso de procuradoria se quiser ser chamado nessa vida tem que ficar bem classificado, não é AGU que chama a lista toda. 😫
Enfim, chegou a prova oral eu estava ABUSADA de revisar os mesmos assuntos sempre, ao mesmo tempo com zero segurança neles. Diferente da discursiva, que traz sempre assuntos afetos à advocacia pública, aqui é sorteio e pode cair TUDO. No MT foi ainda mais tenso porque caia todas as matérias do edital e tinha muuuuita lei local, então o fator sorte contava muito. A preparação foi fraca – já disse que tava abusada né? Pois é, rendimento tava baixo comparado com o início dos estudos, mas ainda estudava sim, sempre por resumos e lendo lei seca. Livro nessa fase não existe 😂
Além desse estudo só, aos finais de semana tinha um curso de prova oral aqui em Teresina, com o Dr. Clécio, excelente. As aulas eram sempre arguições dos alunos, e a cada pergunta ele entregava materiais impressos com as respostas que eram verdadeiras apostilas, acrescentaram muito na preparação.
Além disso, o que achei essencial, montamos um grupo de estudo da galera do Piauí. A gente dividiu os pontos do edital entre nós e a cada encontro fazíamos arguições, e depois o elaborador das perguntas comentava e respondia as duvidas que surgiam. Era uma troca muito boa e que ajudou muito.
E foi isso. Fiz 5 procuradorias e passei bem nas 3 primeiras, todas FCC (campinas, MT, MA). Além dessas que passei fiz PGE-AM (cespe. Não estudei direcionado nem na 1ª nem na 2ª fase, resultado: tô na lista, mas lá no final 😂) e PGM-Porto Alegre (fundatec. Também não estudei direcionado e fiz a discursiva em dezembro e até agora nunca saiu o resultado. Até esqueci desse concurso).
O importante é saber que cada um tem seu tempo, e que o básico e que funciona é um estudo direcionado de lei, doutrina, jurisprudência e questões. Com o tempo você vai descobrindo o que é mais importante, suas falhas, seus pontos fortes e vai chegar no seu método de estudo, aquilo que funciona pra você, e esse método vai ser constantemente aprimorado com o tempo. Quem estuda de verdade, passa.
E tem que ter paciência e fé também. Acredito muito em Deus e que tudo tem um motivo. Minha ideia inicial era, assim que me formar, tomar posse em um cargo de analista. E eu até passei muito bem em analista logo que me formei  e jurava que ia ser chamada logo, só que demorou – e está demorando – séculos! A causa é o concurso de remoção dos servidores antigos que demorou muito pra sair. Por muito tempo eu fiquei impaciente, mas hoje vejo como Deus sabe de todas as coisas: graças a essa demora, tive um ano de estudo tranquilo, sem preocupação, com toda a estrutura – sala de estudo, os livros e cursos que eu quisesse – e muito tempo livre, então mesmo estudando muito tinha tempo pra ver série, sair, enrolar 🙈 etc. Eu não precisava trabalhar, era mais o meu ego querendo deixar de ser “só concurseira”. Hoje vejo como fui sortuda nesse ano, em ter ele só pra mim e pra me dedicar a esse sonho, que hoje tá realizado.
Quando eu resolvi encarar procuradorias, fiquei algum tempo intimidada por achar que existiam milhares de pessoas mais preparadas que eu, que estudavam muito mais horas que eu, muito mais inteligentes que eu, estudando há mais tempo que eu, enfim, mais preparadas. No fim, você consegue perceber que, por mais que a concorrência assuste, a luta é contra você mesmo. Vence quem se supera a cada dia. Tem uma frase que meu namorado gosta de falar sempre e que é super verdadeira: “quando você se dedica e dá o seu máximo, quase não existe concorrência, porque pouquíssimas pessoas dão o seu máximo”. Espero que dê tudo certo para todos. 😘

9 comentários em “Depoimento: Milla Paixão – aprovada na PGM Campinas, PGE AM, PGE MT e PGE MA.

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