Depoimentos · Dicas de estudos

Depoimento – Bruna Daronch – aprovada na AGU

O post de hoje é sobre a aprovação na Advocacia da União dessa amiga maravilhosa que ESBANJA energia boa por onde passa! Parabéns pela aprovação! Segue o depoimento:

Olá, pessoal, tudo bem? A Nat me convidou para contar um pouco da minha trajetória nos concursos até chegar ao dia da aprovação na AGU. Sempre quis fazer um depoimento desses (até pq lia vários relatos durante o estudo para me manter motivada e sempre lembrar que é possível atingir a aprovação!), e este dia chegou. E posso afirmar com toda a certeza do mundo: é muito possível, basta se dedicar e persistir.
Pois bem, terminei a Graduação no fim de 2013 e iniciei os estudos para concursos no início de 2014. Tive uma conversa com meus pais e tive o privilégio de me dedicar exclusivamente aos estudos para carreiras maiores (deixando de lado os analistas/técnicos). Apesar disso, questionava-me se não tinha que aproveitar a oportunidade que tinha de advogar ou “ir crescendo nos concursos” até chegar à carreira fim. Mas, sempre fui movida a sonhos e a emoções e acreditava que focar naquilo que me faria realizada profissionalmente seria muito melhor, não importando o tempo que demorasse.E foi isso que decidir fazer. No primeiro ano, fiz um curso anual para carreiras jurídicas para tentar suprir as deficiências da faculdade, que apesar de ter sido bem aproveitada, não tinha o direcionamento necessário para as provas de concursos (não tinha costume de ler lei seca, tampouco acompanhava informativo). Ao finalizar o curso e fazendo a prova da DPU (fevereiro/2015), percebi que estava no início da caminhada, precisava de estudo, tempo e organização. Foi aí que larguei tudo por 01 mês e fui fazer a viagem dos meus sonhos. Após viver intensamente, retornei e sabia que precisava recomeçar. E aí veio a notícia: vai sair edital da AGU. Estava longe de ter um ritmo frenético de estudos. Mas, com a publicação do edital, fui incentivada por uma amiga a seguir um “edital esquematizado” e esgotar as matérias mais importantes até o dia da prova (sim, eu nunca tinha estudado o edital da AGU). E isso foi feito. Sou daquela pessoa que #tododiaédia, estudando de domingo a domingo, pegando mais leve no final de semana. Graças a Deus, deu tudo certo e meu desempenho da objetiva foi satisfatório. Estava na segunda fase. E a partir daí Deus começou a conduzir a minha vida de uma forma mais intensa (e relembrando hoje, percebo que tudo faz sentido). Nesse meio tempo (outubro/2015), encontrei um método de estudos que mudou a minha rotina (primeira interferência divina!): “o estudo através de ciclos”, oportunidade em que tive a chance de organizar todo o tempo livre que tinha, colocando cada tarefa em seu devido lugar: doutrina/resumo, lei, exercícios, súmula e informativo, através de um estudo pautado com revisões diárias. A sensação era que eu finalmente estava me conhecendo, já que me identifiquei 100% com o método, tinha entusiasmo, força e motivação para estudar até mais tarde e acordar ainda mais cedo para cumprir as minhas metas do dia. Publicando no instagram, comecei a ser chamada de “garota dos ciclos” (eu só falava nisso kkkkkkk- e detalhe: continuo falando!). Digo que o método “revolucionou minha caminhada concurseira”. Após um nervoso Natal e Ano Novo, segunda fase chegou e adivinhem? Errei uma importante tese do parecer. Apenas pensei: “já era. Não deu pra mim. Mas ok: valeu a experiência”. Foi aí que tudo conspirou a meu favor (segunda interferência divina!): a prova foi integralmente ANULADA. Sim, eu estava tendo uma segunda chance, o que me fez estudar mais 03 meses, que foram essenciais para minha aprovação.

Chegou a segunda chance e senti que tinha ido melhor (até pq tive tempo de ler livros/resumos/textos mais voltados à Fazenda Pública). Percebi que o concurso estava me escolhendo e resolvi analisar as temáticas como uma futura Advogada Pública. Com o resultado, fiz os mínimos por décimos (terceira interferência divina!), o que me fez pensar que seria eliminada pela “cláusula de barreira”. Mas, não: lá estava meu nome na convocação e, ainda, consegui sair do sufoco com alguns pontinhos no recurso. De ciclo em ciclo de estudo, lá estava a Bruna: na última fase de um concurso, que contava, na fase inicial, com mais de 24 mil candidatos.
Na prova oral, havia ansiedade e medo, sentia-me incapaz e a sensação era “caí de paraquedas na oral”, muito provavelmente pela nota baixa na discursiva (fiquei no fim da lista). Nessa fase, tinha como premissa revisar o que já tinha lido e focar naquilo que não tinha muita segurança (um salve ao “Danilo do Ponto a Ponto!”). Percebi que, embora comunicativa e sempre muito “falante” com todos, essa seria a fase mais desafiadora: falar para estranhos aquilo que sabia (sim, a gente sabe: apenas não acredita no nosso potencial e não somos acostumados a expressar o conteúdo desta maneira). Agora, eu (humilde candidata) ia ser avaliada por 05 examinadores. Mas, aí pensei: “ainda existem 100,00 pontos em jogo. Estou na disputa. Bora!!!!!!! Vai dar certo!” Treinei sozinha (gravações e vídeos), treinei com namorado (exigente e só me dava nota baixa kkkkk) e, finalmente, fiz um curso. Sentia-me mais confiante, mas tinha vários vícios de linguagens, transparecendo nervosismo e, em alguns momentos, insegurança (quando não sabia a resposta). O dia da prova chegou. Sim, eu era a pessoa mais feliz daquela sala (quem me conhece pode imaginar). O nervosismo e o estresse da semana trancada em um quarto de hotel (e, principalmente, do dia anterior – pior dia da vida!), simplesmente, desapareceu. Eu me senti à vontade na prova e senti que os examinadores me ajudavam, conduzindo para a resposta certa: apenas senti que eles queriam me passar.

E me aprovaram. Lá estava meu nome na lista provisória da oral: atingi a minha melhor nota do concurso na fase que mais temia. Subi várias posições. Foi o dia mais emocionante da minha vida: chorei de emoção (03 horas!!!!!), gritei, pulei, ri. Apenas queria contar para o mundo que o objetivo, que tracei em 2014, estava, de fato, sendo realizado (tenho sérias dúvidas se sobreviverei ao dia da posse kkkkkkk). Foi o dia em que vi o resultado do meu esforço, da minha dedicação, das minhas renúncias: cada décimo daquela nota representava os 02 anos e 06 meses de estudo “trancada” em casa, de pijama, com auto estima feminina nada elevada (meninas, vcs me entendem?), em um progresso silencioso e tímido.

Após essa jornada, vem o recado (principalmente para quem “apenas se dedica aos estudos”): orgulhe-se de ser concurseiro, não sinta vergonha, não se sinta inferior por não trabalhar. Sinta-se feliz e privilegiado por poder correr atrás do grande sonho em tempo integral. Quem trabalha tem dificuldades? Sim (inúmeras). Mas, não pense que a vida de quem fica em casa é fácil. Muito pelo contrário. Diria que é tão difícil quanto. Não é fácil ficar “só estudando”, com uma rotina repleta de dúvidas e ansiedades; sem ter uma renda própria; sem saber quando aquilo vai acabar; sem ter (mas, no meu caso, nem queria ter) um “plano B”; sem, muitas vezes, ser valorizado. Mas, vale a pena, gente! Ah, se vale!
Estudar para concurso é difícil? É difícil demais, mas sempre se lembre que é uma escolha nossa. E assim temos que arcar com as consequências dela. Entenda que “é justo que muito custe aquilo que muito vale”. Quanto vale a tua realização profissional? Quanto vale a tua independência e estabilidade financeira? Quanto vale ver o nome na lista de aprovados? Quanto vale poder, no futuro, “servir à sociedade” com o teu trabalho? Não importa o motivo que te move. Faça as ponderações e tenha uma única certeza: se surgir um sorriso no rosto, é pq vale muito a pena: corra através do teu sonho, dia após dia, meta por meta, renúncia atrás de renúncias, não importando quanto tempo demore.

Aprenda com cada reprovação e com cada dificuldade, afinal: nada resiste a um passo de cada vez. E, por fim, acreditem: existe a nossa prova. A impressão que dá é que o “concurso te escolhe”. AGU foi a minha prova. Percebi isso durante as fases do certame e agarrei a oportunidade com todas as forças. Por isso, ficam as minhas dicas: preparem-se com zelo e dedicação, mas tenham um pouco de coragem e arrisquem em alguns momentos. Façam concursos semelhantes ao foco principal (claro, após uma base jurídica consolidada!). Tenham um plano de estudos organizado. Saibam o que devem estudar quando acordarem e durmam com a consciência tranquila de ter cumprido a meta do dia. A aprovação apenas será fruto do cumprimento dessas metas a longo prazo. Tenham paciência. Revisem, revisem, revisem (não posterguem o grande “segredo” do concurso: re-vi-sar!). Tentem. Tentem de novo. Tentem novamente. E de novo. E mais uma vez. Até que chega uma hora e… “tudo acontece”. A gente nunca pode esperar o momento ideal porque o momento ideal é AGORA!

3 comentários em “Depoimento – Bruna Daronch – aprovada na AGU

  1. É tão bom ler o depoimento de uma pessoa tão preocupada em passar dicas/conselhos para aqueles que ainda estão na batalha do concurso público. Nossa! Se soubesse como renova nossas energias – e sabe, pois já esteve desse lado. Esse site tem um propósito muito bonito. Espero que continues com tempo para mantê-lo atualizado. Parabéns e muito obrigada, de coração.

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  2. E no decorrer da leitura … um sorriso surgiu … e, em seguida, o depoimento diz “(…) e tenha uma única certeza: se surgir um sorriso no rosto, é pq vale muito a pena (…)”!!! Obrigada por me tirar este sorriso em plena tarde solitária de um domingo, a certeza de estar no caminho certo foi retomada!

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